segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O consolo dos egressos

É verdade: quem nunca passou por isso não pode testemunhar. Nada mais justo, portanto, que dar espaço neste blog para os colegas que já deixaram a faculdade. Em grande estilo, com nota 10 no tcc, claro!

Estou falando das formandas 2010/2 Marilene Carvalho e Fabiana Vieira. Em breve entrevista, elas relataram alguns pontos cruciais para o sucesso do trabalho.

A grande reportagem "Mulheres e futebol - O salto na cobertura esportiva em Florianópolis" contou a história de quatro jornalistas pioneiras na cobertura esportiva na capital. O vídeo, acreditava a dupla, “era o melhor meio para mostrar as dificuldades, preconceito e impedimentos sofridos pelas profissionais, captando toda sua emoção”.

E não deve ter sido fácil elencar as quatro personagens de peso.

Segundo as colegas, a mestra Regina Zandomênico possui “incontestável conhecimento para orientar esse tipo de trabalho”. Não é a toa que a escolha é de muitos outros alunos, inclusive a minha.

Além dela, a produtora de TV Giovana Borini e a professora de linguagem televisiva, Dra. Lúcia Miranda, avaliaram e deram nota máxima para as acadêmicas.

A micro entrevista foi ótima e rendeu essa dica, que serve de alívio e alento: “jamais desanime quando ouvir um ‘não’, pois muitas outras pessoas estarão dispostas a ajudar; o importante é levantar a cabeça e seguir com o trabalho”.

Agora, é só correr para o abraço.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Não acione o alarme

Uma das finalidades desse blog é garantir que peripécias do cotidiano de uma tcçanda jamais sejam esquecidas. E esta com certeza, nem precisaria de um post.

Ocorre que no Morro da Cruz, aqui em Florianópolis, alarmes de carros ficam bloqueados pela interferência das antenas de rádio e TV. E carro de tcçando nunca é 0 km, novinho em folha, nem tem ar condicionado. O meu, além disso, aciona o alarme automaticamente, sem precisar usar controle ou chave. Não me pergunte por quê.

Resultado: aquela buzina insuportável dispara toda vez que eu subo o morro. Ontem foi a segunda vez.
Salve Arnaldo! Cinegrafista da faculdade, que estava comigo para empurrar o carro e jogá-lo morro abaixo. Sobrou para mim o trabalho de ficar puxando o freio de mão até o ponto em que não houvesse mais interferência, para garantir nossa integridade física.

No final das contas, deu tudo certo e a entrevista com Maria Odete Olsen foi um sucesso. Já estou pronta para outra.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Um minuto são dez

Uma ida ao bairro Itacorubi para gravar sonora demorou cerca de duas horas. Da saída de casa, passando pela faculdade e depois retornando para deixar o cinegrafista.

Mal sabia eu que essa era só a ponta do iceberg. Uma amiga, a mesma Marilene Carvalho, já havia alertado. Gravados quinze minutos de entrevista, voltei para casa feliz e contente.

No dia seguinte me dei conta do trabalho que tinha, e ainda tenho, pela frente. As mesmas duas horas gastas para fazer a entrevista, eu fiquei com o dedo indicador nos botões de play e pause para decupar a fita.

Se o seu projeto também for em vídeo, sugiro que prepare seus dedos. Vai precisar de band-aid e é provável que decore algumas falas.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Na dúvida, ponto

São poucas as lembranças que eu tenho dos primeiros semestres da faculdade. Que agora na última fase voltam à tona. Recordações que não poderão ficar de fora nos discursos da cerimônia de formatura. Vá anotando tudo.

Tagarelando com o amigo Heron Diomar, na praça de alimentação da “facu”, relembramos um afamado jargão que era repetido muitas vezes por um professor querido, mais afamado ainda - no melhor sentido do termo - no meio acadêmico.

“Na dúvida, ponto” – dizia aquela voz com sotaque diverso, por muitos imitado. Era argentino, sim.

Grandes lições de jornalismo e de vida puderam ser apreciadas pelos atentos. Felizmente, a figura da qual me refiro ainda circula pelos corredores e salas de aula. Diferente de muitos outros queridos que já não fazem mais parte do quadro de docentes.

Aplico esse valioso pequeno ensinamento em meus textos e faz surtir efeitos positivos. Experimente.

E não esqueça de agradecer ao mestre: Professor Billy Culleton.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Há quatro anos ele nem gostava disso

Mas a ideia deu muito certo e rendeu. Daniel Silva, jornalista, declara em seu blog que é apaixonado por música. E empreendeu esse amor para fazer o tcc.

O tema – 50 anos da Bossa Nova – foi abordado em uma reportagem em rádio pelo roqueiro que “descobriu” a beleza da música brasileira. Eis um registro no mínimo interessante sobre essa cinquentinha, feito a quatro mãos, com o “amigo e guru do rock”, Jean.

O que era para ser papel, tornou-se som, com a orientação do Professor e Mestre Ricardo Medeiros. Música para os ouvidos da banca, composta pelo próprio Ricardo, e os professores Gonzalo Pereira, Paulo Scarduelli e Regina Zandomênico.

Essa turma de feras deve ter amansado ao som da bossa apresentado pela dupla, que tirou "nota 10, com louvor". É por isso que este blog abre espaço aos amigos, e divulga o trabalho.

Apesar da dificuldade com o temido relatório – que se tornou um suplício –as entrevistas e a gravação fluíram e deu no que deu. Veja você mesmo Na Onda da Bossa.

A parte boa da história vem no final. E a aflição gerou até uma dica para aos tcçandos: atenção redobrada ao pré-projeto, para evitar dores de cabeça.

Não é mesmo, Daniel?

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A primeira vez a gente nunca esquece

Pare. Não é o que você está pensando. Estou falando da minha estréia do lado de trás da câmera, entrevistando ninguém menos que Márcia Manfro. E ela tem bala na agulha.

Todo o cenário montado – poltronas, luzes, câmera posicionada - ajudou a sentir o estalo: é disso que eu gosto. É claro que tem o frio na barriga, o nervoso, o medo de dizer alguma besteira, não saber o que perguntar. Mas o momento exalava uma tranquilidade assombrosa.

Com as experiências do dia a dia das gravações é possível perceber em quais situações nos encaixamos melhor. E a clareza das ideias vem com o tempo. É provável que um sentimento de “o que eu estou fazendo aqui?” apareça. Nessa hora, respirar fundo e ter o pé no chão é fundamental.

Eu não posso reclamar e garanto: minha primeira vez foi maravilhosa. Obrigada Márcia.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Não

No começo tudo parece que vai bem. Até você começar a ouvir essa palavrinha mágica – não – que acaba com qualquer ânimo, principalmente se a repetência persistir.

Ainda assim, penso que todo esse processo fabuloso de se construir um projeto próprio não deve ser embarreirado por mero obstáculo. Com o tempo percebe-se que o indeferimento faz parte e pode contribuir para traçar o caminho.

Sem o não, a coisa fica muito insossa. Que tal pensar nas alternativas? Parece mais digno do que parar e chorar o leite derramado. Só para insistir nos clichês, me permito dizer que não importa o caminho, o importante é que alcancemos o objetivo.

Esta semana me deparei com alguns “nãos” e não pense que isso não me abalou. Aliás, abalou muito. Porque no começo da realização de um sonho não admitimos ser travados. “Nada vai me impedir”, não é isso?

Só que a resposta de outrem independe do nosso querer. O que pode ser feito é apenas uma tentativa, que pode dar certo ou errado, sempre na mesma proporção.

Muito filosófico?

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Convide seu receptor para jantar

Se você entendeu bulhufas do título desse post é porque jamais foi aluno da Dra. Lúcia Miranda. Agradeço a grande conversa que esclareceu a idéia da origem do verbete: comunicação. E quem diria que a religião fosse berço desse vocábulo tão multisemântico.

Mas deixemos os pormenores para a disciplina de Tópicos Especiais em Jornalismo, lá na última fase.

Só quero registrar que esse assunto interessa aos tcçandos no tocante à escolha do tema e da mídia de cada trabalho. Para que o aluno consiga repassar a informação que deseja ele precisa usar um código que satisfaça o entendimento do seu telespectador, ou leitor, ou ouvinte.

Fator determinante para que essa comunicação aconteça é a intenção e a relação que o acadêmico vai estabelecer para com o público que ele deseja atingir e vice-versa.

O papo é reto.

Ah, já ia me esquecendo. O título. É porque o primeiro significado da palavra comunicação, que deriva do latim communicatio, foi empregado para designar a “refeição da noite”, ritual eclesiástico feito em conjunto com outros religiosos nos templos de contemplação e isolamento.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

“Boom” de ideias

Ontem mesmo deitada na cama eu tive uma ideia fantástica para fazer este post. Não anotei, esqueci.

Não se assuste se o seu cérebro quiser funcionar em potência alta de uma hora para a outra. Aproveite para anotar tudo, porque a chance é única.

E esqueça: você não vai dormir antes de esgotar todos os seus impulsos criativos. Bastou um estímulo da orientadora Regina Zandomênico para eu levantar três vezes antes de ter sono.

Resultado disso foi uma agenda e um caderno capa dura customizados com tecidos a meu modo. As fotos estão no twitter, @jaquerichter.

Mas cuidado com os efeitos colaterais: cheguei atrasada no trabalho porque não consegui acordar.

O que eu quero dizer é que nem sempre as coisas vão funcionar no ritmo que você desejar. Uns dias mais devagar, outros menos, tudo vai se resolver. Mas não se iluda: tudo exige esforço, por menor que seja.

Boa sorte e paciência, é o que você precisa.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Como assim?

Pois é, o semestre está só começando. E o tcc não é a única preocupação. Além dele, algumas disciplinas ocupam a grade de estudos nessa reta final com leituras obrigatórias e, é claro, provas.

Se você conseguiu se antecipar, maravilha. No meu caso, esse adiantamento foi parcial. Então, resta aprender mais um tantinho.

Um dos assuntos que será muito discutido nas aulas do Prof. Antonio Ricardo Russo, Novas Linguagens de Jornalismo Impresso, será o “novo jornalismo” ou “jornalismo literário”, como queiram.

O fato é que um cara de nome Marc Weingarten escreveu um livro sobre essa “turma que não escrevia direito”. A saber: Tom Wolfe, Gay Talese, Hunter Thompson, Truman Capote.

Hã? Como assim? Veja os detalhes aqui, na reportagem do Jornal A Notícia.

Obs: já incluí na lista das minhas próximas leituras o livre desse cara.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Pausa para um café

É inevitável que de tanto pensar em um único assunto, o seu cérebro comece a apresentar sinais de cansaço. Isso é normal. Não se desespere. Vá ao shopping; tome um sorvete; compre uma camiseta nova. Deixe a cabeça arejada.

Garanto que depois de um dia de descanso você conseguirá prosseguir com o seu trabalho. Digo isso porque é exatamente o que está acontecendo agora.

A empolgação com o blog me fez pensar em inúmeras coisas que eu não poderia deixar de dizer. Mas nem todas fluíram facilmente para transpô-las aqui, neste espaço.

Com o tempo, o tcc vai evoluindo, e novos posts irão surgir. Aguarde. Enquanto isso, que tal tomar um café para injetar um pouco de cafeína nesse cérebro.

Servido?

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Sozinha, sim. Porque não?

Concordo que um trabalho de conclusão é extenso, tem muitos detalhes, demanda tempo, dedicação, disposição, um pouco de dinheiro e cara de pau, paciência, e outros muitos predicados.

Talvez por isso alunos queiram dividir essa tarefa com um colega. Aquele com que fez todos os trabalhos ao longo de 4 anos ou mais, com quem conversa no MSN todos os dias, para quem liga quando tem dúvida sobre uma questão da prova, enfim.

Um tcc pode ser feito em conjunto, sim. Mas há controvérsias.

Já ouvi falar de casal de namorados que resolveu encarar essa juntos e teve até separação. Mas também sei de histórias que deram certo.
Não quero oferecer uma receita de sucesso, apenas provocar uma análise.

E uma análise bem superficial já foi suficiente para eu tomar a minha decisão.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Fugindo do assunto

Você deve estar se perguntando sobre o meu tcc, não é mesmo? Que tal deixar esse assunto para mais tarde?

Só posso dizer que vou produzir um vídeo. E isso já é muita coisa. Acho que a primeira das escolhas, quem sabe a mais importante, é definir a mídia que você vai usar para o trabalho.

Pense em todas as possibilidades, inclusive as mais remotas. Leve em consideração a escolha do professor orientador, o equipamento que terá à disposição, o tempo livre e o dinheiro de que dispõe.

Ah, é claro que você deve ter alguma afinidade com os instrumentos que vai usar, sejam eles microfones, câmeras, gravadores, ilha de edição, ou simplesmente papel e caneta - quem sabe um computador.
Depois disso, mãos à obra.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

É melhor correr...

Antes tarde do que nunca. É bom que os tcçandos se antecipem para marcar a orientação metodológica.

Quem deu a dica foi a professora Regina Zandomênico, Coordenadora interina do curso de Jornalismo da Estácio de Sá. Ela contou que alunos já reprovaram por falta nessa “disciplina”, que integra o Projeto Experimental.

Procure colegas que já se formaram para pedir alguma dica e escolha um professor que já tenha orientado tccs do mesmo curso.

A orientação metodológica ocorre uma vez por mês, e vai servir para adequar o relatório do tcc às normas da ABNT (margens, espaçamento, fonte, citações). E para quem acha que isso não é importante, o relatório soma 30% da nota final do trabalho. Não deixe, mesmo, para fazer isso na última hora.

Quanto mais você se antecipar, mais vantagens, como escolher o professor que vai orientá-lo e horário de preferência. Se você está fazendo Projeto Experimental este semestre, é melhor correr, pois já está atrasado, como este post (rsrsrs).

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Dica 1

Esta semana, conversando com uma ex-colega da faculdade que já terminou o tcc, descobri que um detalhe mínimo pode diminuir uma nota em 0,5 ponto ou até mais.

Estava tudo bem com o relatório até o último momento. Na hora de imprimir, o documento desconfigurou e a dupla perdeu 0,5 ponto da nota. O relatório é a parte teórica de qualquer projeto de tcc de Jornalismo e equivale a 30% da nota final.

Portanto, aqui vai a primeira dica valiosa deste blog: salve o documento em formato .pdf antes da impressão, assim você não corre o risco de ter um susto na hora da banca.

Vale lembrar também que não se deve deixar nenhum detalhe para ser resolvido na última hora. O simples fato de imprimir algumas páginas pode ser motivo para dor de cabeça.

Obrigada, Marilene Carvalho, pelo toque.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Viajando na maionese

Meu gosto pela criação de palavras é algo que desponta vez ou outra quando estou viajando na maionese. A última que veio à cabeça foi a definição que dei a mim mesma para dizer quem sou eu neste blog.

Não gosto do termo formanda. Remete muito diretamente à solenidade da formatura. Coisa que só virá depois de muito esforço para concluir este semestre. Por isso pensei numa palavra que combinasse melhor com o meu estado de espírito.

Tcçando (a): vem a ser aquele que, estando na última fase do curso superior, dedica-se quase que exclusivamente à produção do seu trabalho de conclusão.

Dentre outras características observadas em alguns colegas do semestre passado, posso afirmar que o tcçando é naturalmente ansioso; convive diariamente com o pesadelo do dia da banca e acha que os professores avaliadores são monstros terríveis. Eles têm uma tendência a dar menos atenção ao que você diz, pois estão sempre pensando no tcc.

Mas não fiquei chateado com eles. Um dia você pode estar no mesmo lugar.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Boas vindas e algumas explicações

Seja bem-vindo.

Criei este blog, primeiro, porque gosto de criar. Depois, para desabafar, pois sinto necessidade de registrar as conversas que tenho comigo mesma sobre o meu trabalho de conclusão de curso, o temido TCC.

Chego a arriscar que esse blog possa ser mais que um diário, com causos e dicas. Com algum esforço posso transformá-lo em um guia prático para as próximas gerações de finaleiros – aqueles que estão na reta final do curso superior.

Espero não decepcionar, nem me tornar obsessiva. Mas já adianto que um TCC deve ser encarado como um grande amor “com quem praticamente nos casamos por um semestre”, palavras da professora Lucia Miranda, no primeiro dia de aula.

Não espere que vou contar absolutamente tudo. Há coisas na vida que se deve preservar para não cair nas (des)graças dos olhos gordos que ficam por aí na espreita. Vou tentar ser o mais sincera possível, para poder ser útil também, não apenas fútil.